São Paulo - Desse total, 5,3 bilhões de reais são relativos aos investimentos propriamente, como software e hardware, segundo a pesquisa da Febraban. Os bancos brasileiros devem gastar cerca de 14,3 bilhões de reais com tecnologia da informação e comunicações em 2006, segundo pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e divulgada nesta quinta-feira (08/06). De acordo com o levantamento, desse total, 5,3 bilhões de reais são relativos aos investimentos propriamente - crescimento de 15,2% na comparação com o ano passado.
Hardware, por exemplo, tende a consumir 2,9 bilhões de reais desses investimentos, volume mais representativo da lista.
A aquisição de softwares ou terceirização corresponde a 1,2 bilhão de reais, enquanto telecomunicações consumirão 1 bilhão de reais. O pagamento de salários e encargos de profissionais de desenvolvimento representará 200 milhões de reais. Mainframes e internet banking em alta A pesquisa da Febraban mostrou também De acordo com o diretor setorial de Automação Bancária da Febraban, Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, o Carman, o resultado que os mainframes continuam com força total entre as instituições.
No ano passado, os bancos contabilizaram 272,4 mil MIPS (milhões de instruções por segundo) em seus mainframes, frente a 228,7 mil MIPS em 2004, elevação de 19%. representa uma resposta das instituições ao crescimento do número de transações.
“Com a elevação no número de transações e de clientes, os bancos responderam com aumento na capacidade de processamento de seus mainframes”, aponta.
O estudo apontou ainda crescimento da ordem de 20% em 2005 na capacidade de processamento, armazenamento de dados e das unidades de estações de trabalho nas centrais e departamentos dos bancos. O número de clientes com internet banking cresceu 45% entre 2004 e 2005, de 18,1 milhões para 26,3 milhões. Já o número de transações bancárias realizadas por pessoas físicas via internet cresceu 55%, atingindo 3,1 bilhões de movimentações. Raio-X O número de agências bancárias permaneceu estável no ano passado, em 17,5 mil unidades – referentes a 161 instituições. Os postos tradicionais atingiram 9,5 mil, os postos eletrônicos, 27,4 mil e os correspondentes bancários, 69,5 mil bases. O número de terminais de auto-atendimento chegou a 149,7 mil, entre postos de atendimento, quiosques em locais públicos e agências.
Fonte: Por Camila Fusco, repórter do Computerworld www.idgnow.com.br |